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13 de maio de 2008

NOTADORES █ Pergunta e resposta

Sobre o novo Regulamento Consular
pergunta o Notador N.A.C.


    Sou um daqueles portugueses cá fora, lecciono numa universidade e pela minha experiência apenas posso concordar com a criação desses conselhos consultivos nas áreas consulares. Sei que o regulamento consular que está em vigor prevê a constituição de comissões de acção social e cultural, e como desconheço por completo esse projecto de novo regulamento que as Notas referem, pergunto se aqueles conselhos consultivos são para substituir estas comissões, ficando tudo na mesma porque estas comissões têm dependido do voluntarismo dos agentes consulares e até do feitio.

    N. A. C.

NV - Pelos dados que temos, respondemos:
  1. Os novos conselhos consultivos não ficam ao livre arbítrio dos agentes consulares - se a comunidade da área consular integrar pelo menos mil cidadãos inscritos, tem que haver conselho.
  2. Quanto às comissões que o regulamento em vigor restringe à «acção social e cultural», o novo regulamento alarga a para as áreas educativa e económica. Esta comissão passa a ser organizada no âmbito do conselho consultivo, pelo que a organiza quem quer, sendo difícil que um agente consular a impeça desde que o conselho queira.

NOTADORES █ A 13 de Maio

Comentando Agapito e a concordata
Da ministra-plenipotenciária Face to Face
Arquive-se
    E sabem aí, nas Notas Verbais, quem era o intermediário dos ricaços da zona e os governos PSD, com toda esta sopa a cheirar a bispo? Era o Paulinho das Feiras. Muitas viagens ele fez ao santuário, muitos almoços papou por lá, tudo à porta fechada.

    Isto e muito mais, mas mesmo mais, caiu mal em Roma e daí o afastamento do anterior bispo e algum apagamento do reitor. O que tem um cifrão em cada olho, como o Tio Patinhas, e é nado e criado numa aldeia próxima. Homem do milieu... Então o Senhor Papa não quis estar presente na inauguração da basílica nova, e ninguém achou estranho? É que, meus caros, o novo senhor deve estar muito bem lembrado das chatices que teve o antecessor com o monsenhor Marcinkus – esse ladino que até aparece na III parte do Padrinho, do maroto do Coppola... Gato escaldado, etc.

    A mim, por mais de uma vez, empresários da zona disseram quanto os seus terrenos iam ficar valorizados por ficarem à roda do novo templo. Estavam num sino. E podemos imaginar o maná que foi para o arquitecto grego e os empreiteiros portugas.

    O que me dói é, em 90 anos, nunca ali se terem feito obras a favor dos necessitados: outro hospital, orfanatos, recolhimentos para idosos, recolhimentos para diminuídos físicos, etc. etc.

    Ah, NV, NV, como às vezes dói ser português e cristão!

    Face to Face, m-p