26 de novembro de 2008

«Percursores». Diz que é uma espécie de «corpo diplomático europeu» a assessorá-lo

Terceira intervenção de Teresa Gonçalves, como secretária de Estado dos Assuntos Europeus, no Auditório do Instituto Português da Juventude (Castelo Branco, 24 Nov 2008).

Destaques de NF.

O Tratado e o Futuro


Intervenção de Teresa Gonçalves

"
Foi com enorme prazer que correspondi ao convite que me foi dirigido pela Representação da Comissão Europeia, congratulando-me e felicitando a Câmara Municipal de Castelo Branco por se ter associado em moldes tão empenhados a esta iniciativa.

É também com uma forte convicção que me dirijo hoje a esta plateia. A de que o debate sobre a actualidade europeia, tal como a construção da Europa, se deve legitimar junto dos cidadãos, de forma democrática e descentralizada, tanto a nível nacional como europeu.

Em Portugal, com a aprovação do Tratado de Lisboa, foi dado um significativo passo no sentido do reforço da legitimidade democrática do processo de integração europeia. Tal legitimação advém não apenas do facto de o Tratado, relativamente aos que o precederam, introduzir inovações de fundo, realçar políticas comuns já existentes e conferir maior coerência sistémica ao conjunto das matérias tratadas, mas, sobretudo, reorganizar os equilíbrios institucionais, de forma por todos julgada necessária para enfrentar os desafios que à UE se deparam.

Não pretendo aqui fazer uma análise comparativa entre o Tratado de Lisboa e as actuais versões do Tratado da Comunidade Europeia e do Tratado da União Europeia, nem abordar exaustivamente as suas disposições, sem prejuízo da sua relevância. Permitir-me-ia contudo salientar que o Tratado de Lisboa claramente reforça a legitimidade democrática no processo de decisão, funcionamento e aplicação das políticas da União, não assentando tão-só na acção dos Governos dos vários Estados Membros. Em concreto, por se traduzir num reforço do papel do Parlamento Europeu - ao alargar a sua participação aos processos legislativo e de decisão comum -, num maior envolvimento dos Parlamentos Nacionais - que vêem aumentada a sua capacidade de fiscalização do cumprimento do princípio de subsidiariedade -, na maior transparência e abertura na actuação das instituições, órgãos e organismos da União, e, finalmente, na acrescida participação dos cidadãos, consagrando a sua vontade e direito de, individualmente, acompanharem o que se passa na Europa e influenciarem o futuro da integração europeia.

Em relação a este último ponto, que considero fundamental, gostaria de notar que a União Europeia, além de traduzir a ideia dos seus fundadores e a convicção dos seus percursores, é, antes de mais, um projecto político, que, de forma democrática e transparente, se sujeita ao sufrágio dos cidadãos como a melhor resposta à defesa da nossa identidade, necessidades e interesses enquanto europeus. E, enquanto política que visa uma integração mais forte entre os seus Estados e os seus Povos, não compromete o respeito pela pessoa humana na sua individualidade e também na sua dimensão comunitária.

É na base desta ideia e convicção profundas que se fundamenta a posição do Governo português de respeitar a opinião do povo irlandês expressa nas urnas no passado dia 12 de Junho. Pese embora partilhar a frustração por todos sentida perante o impasse político em que se encontra a União, Portugal compreende bem a posição difícil e apoia os esforços em curso na Irlanda, convicto de que não se trata de um problema irlandês, mas sim da União. Nessa medida, tem Portugal defendido que deve ser dado tempo ao Governo irlandês para analisar os resultados do referendo, esperando que a Irlanda apresente ao Conselho Europeu de Dezembro os elementos, e passo a citar, «de uma solução e uma via comum a seguir», tal como ficou decidido no Conselho Europeu de Outubro passado. Importa aqui notar que consideramos inaceitáveis soluções que possam implicar o isolamento ou a exclusão da Irlanda, defendendo, na linha do que sempre fizemos em circunstâncias igualmente difíceis do processo de construção europeia, que a União deve avançar a 27.

Abstenho-me aqui, deliberadamente, de antecipar possíveis cenários negativos, ou planos alternativos, pois acredito que os desafios se vencem pela positiva. Em qualquer circunstância, impõe-se reafirmar que Portugal partilha um consenso generalizado entre os Estados Membros no sentido da prossecução dos restantes processos de ratificação e da não reabertura de negociações quanto ao texto acordado do Tratado. Quero aqui também deixar bem claro que o Governo português considera que o Tratado mantém plena actualidade e continuará a trabalhar para que este venha a entrar em vigor, contribuindo para uma Europa mais forte, coesa, democrática e transparente.

Nesta perspectiva, parece indesmentível o facto de, recentemente, se ter consolidado na Europa, e no resto do mundo, a convicção de que o fortalecimento do projecto político europeu, como prevê o Tratado de Lisboa, é a melhor resposta aos desafios colocados pela actual conjuntura internacional, caracterizada por uma crise de natureza e dimensão ainda imprecisas, com conflitos em várias partes do mundo, e uma turbulência financeira e económica de especial complexidade.

Atenta a interdependência que hoje caracteriza o funcionamento da economia, e não havendo ainda resposta às grandes questões que se colocam perante um cenário global de recessão - designadamente o grau de intensidade e a duração da crise -, estou convencida de que a resposta da Europa, pondo à prova as suas capacidades e as dos seus dirigentes, acentuou um sentimento de pertença a um espaço comum, mais integrado e protegido.

Em boa verdade, seria porventura politicamente desonesto da minha parte subestimar os novos argumentos a favor do Tratado que se oferecem perante a dimensão dos problemas que afligem a nossa geração e as gerações futuras.

Entre outras situações, o conflito no Cáucaso e a crise sem precedentes nos mercados financeiros internacionais evidenciarem, de forma mais precisa, a necessidade de uma Europa concertada, capaz de reagir e de gerir, de modo mais eficaz e coordenado, as crescentes dificuldades no domínio da política externa. Acredito firmemente que é dever da Europa assumir tal papel, que corresponde, também, à expectativa da comunidade internacional, à escala global, num cenário de crise mundial.

O governo português partilha naturalmente esta avaliação que tem vindo a ser assumida, clara e publicamente, por muitos dos nossos parceiros europeus, inclusivamente pela Irlanda. O Tratado é necessário porque, além de preparar a União para um melhor funcionamento numa Europa alargada, cria as condições institucionais de maior eficácia no seu desempenho.

Permitam-me aqui destacar algumas das alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa, no capítulo institucional, que julgo não serem despiciendas face à exigência constante, e presentemente acrescida, de adopção de decisões inadiáveis em matérias cruciais, do interesse de cada um e de todos os Estados da União.

A consagração do Conselho Europeu, como instituição própria da União é, a meu ver, numa perspectiva de futuro, mas de grande importância no imediato, a primeira grande alteração de fundo proposta pelo Tratado. Decorre desta uma outra, mas não de somenos importância, medida em termos de reforço da capacidade de acção da União: a existência de um Presidente do Conselho Europeu, estável, que, em larga medida, passará a exercer o tipo de competências actualmente cometidas ao Primeiro-Ministro do Estado Membro que exerce a Presidência rotativa em cada semestre.

Outra importante alteração institucional, na área da PESC e da PESD, é a nomeação de um Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança que passará a ser o porta-voz e o interlocutor privilegiado da União no plano externo.

Este Alto Representante terá a assessorá-lo uma espécie de «corpo diplomático europeu», em Bruxelas e no exterior, composto por representantes dos Estados Membros, da Comissão e do Conselho. Pese embora a complexidade deste novo serviço do ponto de vista institucional, nomeadamente em termos de composição, estrutura, funções, responsabilidade, financiamento etc., está em causa um serviço diplomático europeu integrado, que reflecte e actua na base de uma ideia e de um interesse europeu em matérias fundamentais para a União, e para o qual Portugal deve contribuir activamente.

Afigura-se, pois indiscutível que, ao criar os cargos de Presidente do Conselho Europeu e de Alto Representante, o Tratado garante uma maior visibilidade, coerência, eficácia e operacionalidade à acção externa da União, reforçando assim a sua capacidade de decisão e de resposta aos crescentes desafios no quadro diplomático internacional.

Em qualquer circunstância, o Governo português tem, presentemente, a firme convicção de que a vontade política que marcou o compromisso de Lisboa se mantém nos nossos parceiros europeus e, porventura mais ainda, nos próprios responsáveis do Governo e dos principais partidos políticos da Irlanda.

Terminaria a minha intervenção reiterando a ideia de que parti. Com o Tratado de Lisboa deu-se um passo em frente na construção da Europa. Não será certamente o último mas é, a meu ver, aquele que pode, nas circunstâncias actuais, melhor contribuir para a construção europeia, oferecendo soluções institucionais e reforçando políticas que nos habilitam a responder em moldes mais performativos à Europa alargada e em alargamento, e aos novos desafios políticos, económicos e sociais. Mas, permitam-me sublinhar, o Tratado é apenas um instrumento, um meio, porventura uma oportunidade face aos actuais desafios. Acredito firmemente que o futuro, e também o sucesso, da Europa, residirá nos cidadãos, portugueses, europeus. A Europa deverá ser o que os seus cidadãos precisam e desejam que ela seja. A legitimidade da construção e da integração europeia reside em todos nós e todos devemos contribuir para que a Europa se concretize de forma inclusiva, transparente e, sobretudo, democrática.

Obrigada.

23 de novembro de 2008

Do Presidente da República. Vade retro BPN

Porque é documento e para que conste, embora possa ser lido no site oficial de Belém.

Arquive-se.

Vade retro BPN

Comunicado da Presidência da República (Título de NF)
    "
    Nos últimos dias, detectou a Presidência da República, face a contactos estabelecidos por jornalistas, tentativas de associar o nome do Presidente da República à situação do Banco Português de Negócios (BPN).

    Não podendo o Presidente da República tolerar a continuação de mentiras e insinuações visando pôr em causa o seu bom nome, esclarece-se o seguinte:

  1. O Prof. Aníbal Cavaco Silva, no exercício da sua vida profissional, antes de desempenhar as actuais funções (nem posteriormente, como é óbvio):

    a) nunca exerceu qualquer tipo de função no BPN ou em qualquer das suas empresas;
    b) nunca recebeu qualquer remuneração do BPN ou de qualquer das suas empresas;
    c) nunca comprou ou vendeu nada ao BPN ou a qualquer das suas empresas.

  2. O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher:

    a) nunca contraíram qualquer empréstimo junto do BPN;
    b) não devem um único euro a qualquer banco, nacional ou estrangeiro, nem a qualquer outra entidade.

  3. O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher têm, há muitos anos, a gestão das suas poupanças entregues a quatro bancos portugueses – incluindo o BPN, desde 2000 – conforme consta, discriminado em detalhe, na Declaração de Património e Rendimentos entregue no Tribunal Constitucional, a qual pode ser consultada.

    As aplicações feitas pelos bancos gestores constam, detalhadamente, da referida Declaração de Património, entregue no Tribunal Constitucional – assim como o número de todas as contas bancárias do casal, excepto uma, aberta no Montepio Geral, por acolher apenas depósitos à ordem - a qual, repete-se, pode ser consultada.

    As alienações de títulos efectuadas pelos bancos gestores constam, nos termos da lei, e como pode ser verificado, das declarações de IRS do Prof. Aníbal Cavaco Silva e de sua Mulher, preenchidas com base nas informações fornecidas anualmente pelos referidos bancos.

  4. Ao tomar posse como Presidente da República, o Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher deram instruções aos bancos gestores das suas poupanças para não voltarem a comprar ou vender quaisquer acções de empresas portuguesas, excepto no exercício de direitos de preferência.

    Palácio de Belém, 23 de Novembro de 2008

22 de novembro de 2008

Protocolo em avaliação. De braços caídos

Porque a foto é documento: raramente as mãos saltam à vista
e nem sempre até um arco surge tão bem talhado

«Foto de Grupo» - Sócrates, Medvedev, Cavaco, Amado.
Na Fortaleza do Guincho, ontem (21)

20 de novembro de 2008

Pesadelo ibérico Mais um a revolver

Enquanto estiver online pode ser lido → Aqui , mas para que conste, com a devida vénia, transcreve-se notícia do diário Público (hoje, 20 Nov 2008, pág. 6) dando conta de como um espanhol já mete a foice a seara alheia.


Escritor Pérez-Reverte

defende união ibérica

Público - 20.11.2008, pág. 6

As referências à ilustração, são obviamente
da responsabilidade de Notas Formais


O escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte defendeu a existência de uma Ibéria, um país único, sem fronteiras que separem Espanha e Portugal, porque é "um absurdo" que os dois países vivam "tão desconhecidos um do outro".

"Há uma Ibéria indiscutível que está entre os Pirenéus e o estreito de Gibraltar (Fig.1) , com comida, raça, costumes, história em comum e as fronteiras são completamente artificiais (Fig.2) ", disse o escritor à agência Lusa, de passagem por Portugal para o lançamento do romance Um dia de Cólera.

Para Pérez-Reverte, o maior erro histórico de Filipe II, no século XVI, foi não ter escolhido Lisboa como capital do império: "Teria sido mais justo haver uma Ibéria, e a história do mundo teria sido diferente (Fig. 3) ."

O escritor disse que essa Ibéria não existe hoje administrativamente, mas "qualquer espanhol que venha a Portugal sente-se em casa e qualquer português que vá a Espanha sente o mesmo": "Houve dificuldades históricas que nos separaram, mas a Ibéria existe. Não é um mito de Saramago (Fig. 4) , nem dos historiadores romanos. É uma realidade incontestável" que precisa de um empurrão social e não político para se concretizar.

Pérez-Reverte acha "um absurdo que Portugal e Espanha vivam sempre tão separados, tão desconhecidos um do outro", já que deviam olhar para a Europa como ibéricos, porque o mundo de hoje "é um lugar de grandes mudanças sociais": "Esse Ocidente pacífico, sereno, poderoso, com uma certa coerência cultural e social do século XX, não poderá continuar. O Ocidente, tal como o entendemos, está na sua etapa final."

Arturo Pérez-Reverte, de 57 anos, é um dos escritores mais populares das letras espanholas da actualidade, com obra traduzida em quase trinta idiomas. Antigo repórter de guerra, dedica-se em exclusivo à escrita desde finais dos anos 80, tendo editado romances como O Cemitério dos Barcos sem Nome, Território Comanche, O Hussardo, O Pintor de Batalhas e os seis romances da série de aventuras Capitão Alatriste.

A sua nova obra, Um Dia de Cólera, é "um livro de História em forma de romance" sobre a revolta popular de Maio de 1808 em Madrid contra as tropas francesas de Napoleão, durante a Guerra Peninsular em Espanha.

"A tragédia desta guerra é que se lutou por um equívoco. França era a modernidade, era o futuro, era a Europa que aí vinha e o que as pessoas defendiam era a Espanha velha, antiga, de ministros corruptos. É uma guerra admirável, heróica, mas terrível."

"A Ibéria existe. Não é um mito de Saramago", diz Pérez-Reverte. "É um absurdo que Portugal e Espanha vivam tão separados"

14 de novembro de 2008

É com grande prazer que encerro a sessão de abertura 2.º discurso de Teresa Ribeiro

Tratava-se da 6.ª Conferência Anual da Federação Europeia de Institutos Nacionais para a Língua, foi a 13 de Outubro, no Instituto Camões. E nisso, o 2.º discurso de Teresa Ribeiro, secretária de estado Adjunta e dos Assuntos Europeus. No final, aquela frase: "De todas as línguas se avista um território imenso. Parafraseando um inspirado escritor português, eu diria 'Da minha língua vê-se o mar'. "

Com certeza que parafraseando, diria. Mas, em vez do estafado eu diria, o que custava a Teresa Ribeiro pronunciar o nome do inspirado, que não foi apenas "um escritor português" mas Vergílio Ferreira?

Como título, alguém diria:

E se não houvesse Brasil?

Não se pode omitir. Ponto final.

Mas o discurso foi este, exactamente:

    "
    É com grande prazer que encerro a sessão de abertura desta 6ª Conferência Anual da EFNIL que decorrerá, hoje e amanhã, aqui no Instituto Camões. Tutelado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, atentas as responsabilidades que lhe cabem em matéria de promoção e ensino da língua portuguesa no estrangeiro, o Instituto tem assumido um papel reconhecidamente activo na área do multilinguismo, merecendo, a este propósito, alusão o seu envolvimento, durante a Presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, nas iniciativas desencadeadas pela Comissão e pelo próprio Comissário Leonard Orban, no contexto de uma política de promoção do multilinguismo e de preservação do pluralismo linguístico, especialmente acarinhada pelo Governo português.

    Enquanto instrumento de comunicação entre os povos, as línguas constituem-se hoje numa mais valia para a criação de um espaço coeso europeu, viabilizando a participação no mercado da informação e do conhecimento e, nessa medida, conferindo-lhe também especial importância na internacionalização económica. Um dos grandes desafios europeus deste século será, assim, o de transformar o multilinguismo e o multiculturalismo numa oportunidade para o mercado global.

    Admitindo que existe uma língua franca no mundo dos negócios, é hoje igualmente reconhecido que o conhecimento de línguas adicionais, associado à apropriação do conhecimento da dimensão sócio-cultural que lhes é própria, tenderá a traduzir-se numa vantagem competitiva para as empresas, contribuindo, assim, para o crescimento económico em geral e para a promoção de mais emprego.

    Neste contexto, Portugal tem naturalmente o seu próprio desafio, materializado na necessidade de afirmar o português como uma das principais línguas de comunicação global na Europa e no mundo.

    O Parlamento Europeu e a Comissão Europeia reconheceram recentemente o facto de "algumas línguas da UE, referidas como línguas europeias de comunicação universal serem também faladas num grande número de Estados não membros, em diferentes continentes", constituindo "uma ponte importante entre os povos e as nações das diferentes regiões do mundo".

    O Português é caso singular na Europa e no mundo e é, reconhecidamente, a terceira língua europeia de comunicação universal, em termos de número de falantes, 200 milhões de pessoas, espalhadas pelos cinco continentes, sendo hoje o vínculo que congrega oito Estados-membros da UNESCO (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste) na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e cuja expansão se faz sentir em especial na América e em África.

    O Português será, certamente, uma das grandes línguas de comunicação internacional e uma língua de futuro, cabendo-lhe, sem dúvida, um papel protagonista na construção do espaço europeu e do lugar da União no mundo.

    Importa, pois, através de políticas multilingues activas e estruturantes permitir o aproveitamento integral das virtualidades próprias da língua portuguesa, aqui muito sucintamente referidas.

    Desejo a todos os participantes nesta conferência a continuação de um excelente trabalho, esperando que, da reflexão conjunta sobre um temário ambicioso, novas ideias e novos caminhos em matéria de política linguística na Europa possam fazer o seu curso, não apenas pela actualidade política que todos lhe atribuímos, mas também por se tratar desse continente imaterial em que sabiamente respiram a nossa identidade, a nossa mundividência e, naturalmente, também as nossas emoções.

    De todas as línguas se avista um território imenso. Parafraseando um inspirado escritor português, eu diria “Da minha língua vê-se o mar”.

    Obrigada.

Ladies and gentleman, 1.º discurso de Teresa Ribeiro. Thank you. Nada mau.

No primeiro discurso conhecido de Teresa Ribeiro como secretária de estado Adjunta e dos Assuntos Europeus, falou em inglês. Foi o discurtso de encerramento do Fórum Lisboa 2008, dedicado ao tema "O princípio da universalidade dos Direitos Humanos e a sua implementação a nível internacional e nível regional" (Gulbenkian, dias 10 e 11). Este fórum tem vindo a ser organizado desde 1994 pelo Centro Norte Sul do Conselho da Europa (CdE), instituição nem sempre bem lembrada por quem devia, apesar de ter sede em Lisboa.

Quanto ao discurso, nada mau. Mas também não é um complexo dossier.

E então disse


Mr. High Representative of the Secretary General of the United Nations for the Alliance for Civilizations,
Distinguished Ambassadors,
Distinguished Members of the North South Center,
Distinguished Members of the Venice Commission,

Ladies and Gentlemen,


    First of all, let me say how pleased I am to be here at the Lisbon Forum, representing the Prime-Minister José Sócrates.

    Being my first public intervention in Portugal since I was nominated last week Secretary of State for the European Affairs, I must underline my great satisfaction that it takes place in the framework of the Council of Europe, in which work I was so involved in the past.

    I would like to commend the promoters of this session for the remarkable quality of the program and the high level of all participants. The Lisbon Forum has always been an excellent opportunity for sharing good practices and points of view between Europe and other continents. In this regard, I welcome the objective of turning this Forum into a process.

    Ladies and gentleman,

    I think we all agree that, as we are about to celebrate the 60th anniversary of the Universal Declaration of Human Rights (10 December), the debate which took place these last two days was a very interesting one and provided us with the opportunity to take stock of the progress achieved and of the challenges that still lay ahead in making "all human rights for all" a reality.

    The increasing multicultural nature of our world and the different regional, political or cultural settings are among those challenges.

    The Forum, and particularly the theme chosen for the 2008 edition ("The principle of universality of human rights and its implementation at international and regional level"), reminds us the importance of reiterating the universal value of the Declaration at every opportunity. The world may have changed drastically since 1948, but the Universal Declaration still remains the common standard that we should all strive to achieve and implement.

    Ladies and gentleman,

    As it was stated at the World Conference for Human Rights in Vienna in 1993, "while the significance of national and regional particularities and various historical, cultural and religious backgrounds must be borne in mind, it is the duty of States, regardless of their political, economic and cultural systems, to promote and protect all human rights and fundamental freedoms".

    This is why Portugal, as a member of the Council of Europe and the European Union, attaches great importance to the progresses that have been made in the field of co-operation and political dialogue between those two Organizations in areas of common interest, particularly on the field of Human Rights.

    Therefore, we consider that the Council of Europe, in its capacity as a pan-European organisation whose action goes well beyond EU borders, must continue to play a decisive role in supporting the values that are shared by both organisations, including in the fields of Good Governance, Democracy and Rule of Law.

    Ladies and gentleman,

    Let me turn now to another issue of great importance to Portugal: the Council of Europe's work in the field of intercultural dialogue. This is in the interest of increased cohesion and of greater mutual understanding, dialogue and co-operation both within European societies and between Europe and the rest of the world.

    The specific instruments that have been set up for this purpose are of great significance to Portugal, namely the adoption of the Council of Europe's "White Paper on Intercultural Dialogue" and the multi-institutional platform between the Council of Europe and several international organisations and UN agencies, like UNESCO.

    In this particular field, I would also like to underline that Portugal attaches great importance to the work pursued by the North-South Centre in improving education and information on global interdependence and solidarity, and in developing working relations with all international organisations concerned with global interdependence and intercultural dialogue.

    As a member of the Group of Friends of the Alliance of Civilizations, allow me also to take this opportunity to express my Government's deepest appreciation for the leadership of the UN High Representative for the Alliance for Civilizations in moving forward the Implementation Plan adopted in Madrid and its four pillars - Youth, Media, Education and Migration.

    (I see we have already passed our closing hour. Nevertheless,) I wouldn't like to bring my intervention to an end before making two very brief remarks

    Firstly, to share with you that Portugal is very pleased with the signature of the Memorandum of Understanding between the Alliance of Civilizations and the Council of Europe and we are confident that this instrument will largely contribute to promote the Intercultural Dialogue between Europe and its partners, in particular our neighbouring friends.

    Finnaly, I would like to conclude by saying that, only by embracing diversity as a mean of progress and building upon the Universal Rights and Principles contained in the Universal Declaration of Human Rights, can we work together towards the construction of an effective and global culture of peace.

    Thank you.

6 de novembro de 2008

Todos leram tudo. E cada um não leu nada...

Mas que substituição do Boletim de Informação Diplomática!
Hoje, uma pálida ideia do que todos os diplomatas ficaram a saber do que já sabiam, mas que cada um deles, sabendo mais por obrigação e ofício, não leu nada, porque só a lincar ficariam a saber menos do mais que sabem, e dando ao dedo não fariam mais nada, com grave prejuízo para o rato do OE e sem dminuição do
défice de informação diplomática.

  1. Edição Especial Eleições E.U.A. - É um acontecimento extraordinário - Entrevista a Luís Amado
  2. Edição Especial Eleições E.U.A. - Sócrates diz que Obama é uma oportunidade
  3. José Sócrates refere-se á eleição de Barack Obama a presidente dos EUA como uma mudança para o mundo; Por seu lado Cavaco Silva diz que a futura administração norte americana dará um forte contributo ao nível de esforços a nivel internacional.
  4. José Sócrates refere-se á eleição de Barack Obama a presidente dos EUA como uma mudança para o mundo; Por seu lado Cavaco Silva diz que a futura administração norte americana dará um forte contributo ao nível de esforços a nivel internacional.
  5. Esta noite o Ministro dos Negócios Estrangeiros revelou que está a ser estudo um roteiro com as proioridades europeias para as relações transatlânticas. Declarações de Luís Amado (Ministro dos Negócios Estrangeiros)
  6. Comentários de Luís Amado à importância da vitoria de Barack Obama para os EUA e o mundo.
  7. Barack Obama é o novo Presidente dos EUA. Declarações de José Sócrates, Cavaco Silva, Durão Barroso. Testemunhos de rua. (directo).
  8. Ministro dos Negócios Estrangeiros não afasta a possibilidade de enviar mais militares portugueses para o Afeganistão, caso o novo presidente, Barack Obama solicite um maior envolvimento dos aliados europeus na Nato. Declarações de Luis Amado.
  9. Secretaria de Estado das Comunidades confirma que um empresário português foi assassinado no Luxemburgo.
  10. Portugueses radicados nos EUA vêem a vitória de Barack Obama como um sinal de esperança.
  11. Eleições nos EUA: Quatro senadores democratas luso-descendentes foram reeleitos por largas maiorias.
  12. Europa quer Obama empenhado contra a crise
  13. Croácia poderá aderir em 2010, Turquia ficará à espera
  14. Croácia está perto de ser o 28º membro da UE
  15. Líderes da União Europeia pedem a Barack Obama um new deal para um novo mundo
  16. Europe leaders hail Obama victory
  17. MEPs target working week opt-out
  18. Croatia gets EU entry timetable
  19. Zapatero se ofrece como amigo y aliado
  20. Medvédev exige la retirada de Europa del escudo antimisiles
  21. Recession watch
  22. Gordon Brown is worth his weight in gold, says Peter Mandelson
  23. Russian leader warns of possible missile deployment to counter U.S. shield
  24. Croatia edges closer to EU accession, but others must wait
  25. Croatia makes progress toward joining EU
  26. Bin Laden's son denied asylum in Spain
  27. Accord global sur Barcelone, le rôle de la Ligue arabe et d'Israël
  28. La diplomatie se remobilise pour éviter une reprise du conflit arméno-azerbaïdjanais sur la question du Haut-Karabakh
  29. Les Européens veulent renforcer le rôle du FMI dans la régulation du système financier mondial
  30. Peres pela primeira vez em conferência com o rei saudita
  31. Accord global sur Barcelone, le rôle de la Ligue arabe et d'Israël
  32. L'Afrique du Sud organisera un sommet régional sur le Zimbabwe
  33. Can he...?, por Rita Marques Guedes
  34. Zapatero, não, por Miguel Ángel Belloso
  35. Transformação, por João Cardoso Rosas
  36. Barack precisa de ser o novo Bond
  37. Quem é o novo presidente dos EUA?
  38. A América do sonho, por Helena Garrido
  39. Presidente Obama já pede sacrifícios e tempo em nome da mudança
  40. De Bob, o combatente, a Charlie, o músico
  41. Mundo festeja vitória de Obama e permite-se sonhar com a mudança
  42. Obama para Nós, por Marina Costa Lobo
  43. Dizer yes we em Portugal can, por Manuel Caldeira Cabral
  44. Cimeira em Nairobi para resolver o conflito do Congo-Kinshasa juntará Presidentes Kabila e do Ruanda
  45. Os desafios do Congo, por Victor Ângelo
  46. O Presidente-messias, por Pedro Camacho
  47. A adrenalina do novo czar
  48. Taiwan leader meets China envoy
  49. Peru declares emergency in south
  50. Asia offers Obama a warm welcome
  51. Bangladesh former PM returns home
  52. Miles de argentinos se manifiestan contra la reforma de las pensiones
  53. El Ejército de Israel rompe la tregua en Gaza al matar a seis milicianos
  54. El Estado venezolano tomará el control de la mayor mina de oro del país
  55. Israel confía en lograr más apoyo de Washington contra Teherán
  56. Taiwan's leader meets Chinese envoy
  57. Seeking majority, Quebec's premier sets election
  58. Obama moves America beyond racial politics
  59. With no day to bask, Obama begins to build his team
  60. Bhutan celebrates coronation of new king
  61. Gaza truce in jeopardy after Hamas-Israeli clashes
  62. Congo says no to talks; broader war feared
  63. Obama?s Victory Won?t Warm Russia?s-U.S. Relations
  64. Saakashvili Called McCain, Obama His Friends
  65. Weapons Point at Viktor Yushchenko
  66. José Sócrates refere-se á eleição de Barack Obama a presidente dos EUA como uma mudança para o mundo; Por seu lado Cavaco Silva diz que a futura administração norte americana dará um forte contributo ao nível de esforços a nivel internacional.
  67. O Presidente norte-americano, George W. Bush, afirma que a eleição de Barack Obama para a Casa Branca foi um feito histórico, mas há coisas que não vão mudar.
  68. O Presidente norte-americano, George W. Bush, afirma que a eleição de Barack Obama para a Casa Branca foi um feito histórico, mas há coisas que não vão mudar.
  69. José Sócrates refere-se á eleição de Barack Obama a presidente dos EUA como uma mudança para o mundo; Por seu lado Cavaco Silva diz que a futura administração norte americana dará um forte contributo ao nível de esforços a nivel internacional.
  70. A Amnistia Internacional pediu hoje ao Presidente eleito dos Estados Unidos que repare os "estragos" que a administração Bush causou aos norte-americanos e ao mundo.
  71. O Presidente norte-americano, George W. Bush, afirma que a eleição de Barack Obama para a Casa Branca foi um feito histórico, mas há coisas que não vão mudar.
  72. O embaixador norte-americano em Portugal, Thomas Stephenson, concorda que administração de Obama terá uma abordagem mais próxima das pretensões da União Europeia, mas avisa para não serem criadas expectativas elevadas.
  73. José Sócrates felicita o senador democrata pela vitória nas eleições presidenciais norte-americanas e afirma que a sua eleição representa uma grande oportunidade para os Estados Unidos e para o mundo.
  74. Os desafios de Obama: Nuno Rogeiro analisa, em directo, quais serão as prioridades do novo presidente da maior potência mundial.
  75. Obama Presidente: Democrata afirmou no discurso de vitória que a mudança chegou à América. O jornalista Mário Crespo em directo de Washington.
  76. Presidente Obama: Crise financeira vai ser uma das prioridades do democrata. O jornalista Luis Costa Ribas em directo de Washington.
  77. El Ejército de Israel rompe la tregua en Gaza al matar a seis milicianos
  78. Israel confía en lograr más apoyo de Washington contra Teherán
  79. China tests its mettle in Syria
  80. India seeks 'velvet divorce' from Iran
  81. Gaza truce in jeopardy after Hamas-Israeli clashes
  82. Cimeira em Nairobi para resolver o conflito do Congo-Kinshasa juntará Presidentes Kabila e do Ruanda
  83. Os desafios do Congo, por Victor Ângelo
  84. Congo says no to talks; broader war feared
  85. Accord global sur Barcelone, le rôle de la Ligue arabe et d'Israël
  86. L'Afrique du Sud organisera un sommet régional sur le Zimbabwe
  87. Can he...?, por Rita Marques Guedes
  88. Transformação, por João Cardoso Rosas
  89. Barack precisa de ser o novo Bond
  90. Quem é o novo presidente dos EUA?
  91. A América do sonho, por Helena Garrido
  92. Presidente Obama já pede sacrifícios e tempo em nome da mudança
  93. De Bob, o combatente, a Charlie, o músico
  94. Obama para Nós, por Marina Costa Lobo
  95. Dizer yes we em Portugal can, por Manuel Caldeira Cabral
  96. O Presidente-messias, por Pedro Camacho
  97. Lula espera que Obama tenha política mais ativa na A. Latina
  98. Brasil quer acordo de Doha antes de posse de Obama
  99. Prensa estatal cubana cautelosa ante resultados en EEUU
  100. Peru declares emergency in south
  101. Asia offers Obama a warm welcome
  102. Miles de argentinos se manifiestan contra la reforma de las pensiones
  103. El Estado venezolano tomará el control de la mayor mina de oro del país
  104. Now it's 'Cool America'
  105. Seeking majority, Quebec's premier sets election
  106. Obama moves America beyond racial politics
  107. With no day to bask, Obama begins to build his team
  108. José Sócrates refere-se á eleição de Barack Obama a presidente dos EUA como uma mudança para o mundo; Por seu lado Cavaco Silva diz que a futura administração norte americana dará um forte contributo ao nível de esforços a nivel internacional.
  109. O Presidente norte-americano, George W. Bush, afirma que a eleição de Barack Obama para a Casa Branca foi um feito histórico, mas há coisas que não vão mudar.
  110. O Presidente norte-americano, George W. Bush, afirma que a eleição de Barack Obama para a Casa Branca foi um feito histórico, mas há coisas que não vão mudar.
  111. José Sócrates refere-se á eleição de Barack Obama a presidente dos EUA como uma mudança para o mundo; Por seu lado Cavaco Silva diz que a futura administração norte americana dará um forte contributo ao nível de esforços a nivel internacional.
  112. Portugueses radicados nos EUA vêem a vitória de Barack Obama como um sinal de esperança.
  113. A Amnistia Internacional pediu hoje ao Presidente eleito dos Estados Unidos que repare os "estragos" que a administração Bush causou aos norte-americanos e ao mundo.
  114. O Presidente norte-americano, George W. Bush, afirma que a eleição de Barack Obama para a Casa Branca foi um feito histórico, mas há coisas que não vão mudar.
  115. O embaixador norte-americano em Portugal, Thomas Stephenson, concorda que administração de Obama terá uma abordagem mais próxima das pretensões da União Europeia, mas avisa para não serem criadas expectativas elevadas.
  116. José Sócrates felicita o senador democrata pela vitória nas eleições presidenciais norte-americanas e afirma que a sua eleição representa uma grande oportunidade para os Estados Unidos e para o mundo.
  117. Os desafios de Obama: Nuno Rogeiro analisa, em directo, quais serão as prioridades do novo presidente da maior potência mundial.
  118. Obama Presidente: Democrata afirmou no discurso de vitória que a mudança chegou à América. O jornalista Mário Crespo em directo de Washington.
  119. Presidente Obama: Crise financeira vai ser uma das prioridades do democrata. O jornalista Luis Costa Ribas em directo de Washington.
  120. Barack Obama é o novo Presidente dos EUA. Declarações de José Sócrates, Cavaco Silva, Durão Barroso. Testemunhos de rua. (directo).
  121. Presidente russo brinda vitória de Obama com ameaças aos Estados Unidos
  122. A adrenalina do novo czar
  123. Taiwan leader meets China envoy
  124. Bangladesh former PM returns home
  125. China tests its mettle in Syria
  126. India seeks 'velvet divorce' from Iran
  127. Taiwan's leader meets Chinese envoy
  128. Bhutan celebrates coronation of new king
  129. Obama?s Victory Won?t Warm Russia?s-U.S. Relations
  130. Saakashvili Called McCain, Obama His Friends
  131. Weapons Point at Viktor Yushchenko

29 de outubro de 2008

Atos, adoção e ações e sem mais complicações

Para que conste em todos os setores,
esta foi a atividade da IX Cimeira Brasil-Portugal


Declaração Conjunta


  1. O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o Primeiro-Ministro da República Portuguesa, José Sócrates, reuniram-se em Salvador, no Estado da Bahia, em 28 de outubro de 2008, por ocasião da IX Cimeira Brasil-Portugal. Os dois Chefes de Governo reiteraram os fraternos laços de amizade entre os dois países e passaram em revista o estado atual das relações bilaterais, bem como os principais temas de comum interesse da agenda internacional.

  2. Os dois Mandatários congratularam-se pelas comemorações alusivas aos 200 Anos da Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil, marcadas por importantes celebrações em ambos os países. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recordou, com satisfação, a visita ao Brasil do Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, em março último, no marco do lançamento, no Rio de Janeiro, da efeméride.

  3. Os Chefes de Governo constataram, com satisfação, a excelência do relacionamento bilateral e concordaram em que o Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta, assinado em 2000, propicia notável quadro para o desenvolvimento de inúmeras iniciativas que têm aprofundado e intensificado não só o relacionamento entre Altas Autoridades dos dois países, mas também o intercâmbio em inúmeras áreas da cooperação bilateral.

  4. A IX Cimeira foi precedida pela visita ao Brasil do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, em 10 de outubro corrente, ocasião que constituiu um oportuno exercício de avaliação do relacionamento bilateral e de temas de interesse global. Também precederam a IX Cimeira a III Reunião da Comissão Permanente Brasil-Portugal (Lisboa, 18 de setembro passado) e as reuniões da Subcomissão de Assuntos Econômicos, Financeiros e Comerciais, da Subcomissão de Assuntos Consulares e Circulação de Pessoas, da Subcomissão de Assuntos de Educação, Cultura, Comunicação Social, Ciência e Tecnologia e Juventude e Desporto e da Subcomissão de Reconhecimento de Graus e Títulos Acadêmicos e para Questões Relativas ao Acesso a Profissões e seu Exercício (Lisboa, 17 de setembro último).

  5. Os dois governantes tomaram nota, com satisfação, dos resultados positivos dos encontros preparatórios da IX Cimeira. Congratularam-se pelo aprofundamento do diálogo bilateral sobre temas de interesse comum, mediante a assinatura do Memorando de Entendimento sobre a Implementação de Mecanismo de Consultas Políticas entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, conforme prevê o Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta.

  6. Os Chefes de Governo ressaltaram a importância da promoção da língua portuguesa como língua global. Nesse sentido, comprometeram-se a envidar esforços para promover a adoção da língua portuguesa em foros multilaterais. Constataram, com satisfação, que todos os atos assinados durante a IX Cimeira já estão redigidos segundo as regras de harmonização da língua portuguesa previstas no Acordo Ortográfico firmado entre os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Nesse contexto, salientaram também a relevância que atribuem à reunião de ministros de Educação e Cultura da CPLP nos próximos dias 14 e 15 de novembro, em Lisboa.

  7. Congratularam-se ainda com a instituição do Ano do Brasil em Portugal em 2010 e do de Portugal no Brasil em 2011.

  8. Avaliaram, como especialmente positiva, a aplicação do Acordo de Contratação Recíproca de Nacionais ("Acordo Lula"), que vigorou de 2005 a 2008, período em que cerca de 20 mil brasileiros tiveram sua estada legalizada em Portugal. Nesse contexto, congratularam-se com a assinatura do Memorando de Entendimento para o Estabelecimento de Mecanismo de Consultas sobre Nacionais no Exterior, Circulação de Pessoas e Outros Temas Consulares, e ressaltaram que esse mecanismo deverá ser especialmente proveitoso para o acompanhamento sistemático daqueles temas. Reafirmaram, a propósito, o valor histórico da contribuição da comunidade portuguesa no Brasil e da comunidade brasileira em Portugal para o continuado progresso econômico e social de ambos os países.

  9. Da mesma forma, constataram a intensificação da cooperação no campo da saúde, bem como os entendimentos em curso no sentido de desenvolver a cooperação em matéria de saúde no âmbito da CPLP e para o desenvolvimento de programas bilaterais em planejamento/planejamento estratégico em saúde pública, intercâmbio de experiências e harmonização de serviços de laboratório, entre outras ações.

  10. Os dois Mandatários expressaram sua satisfação com a próxima entrada em vigor do Acordo de Cooperação no Domínio do Turismo e sublinharam a relevância que atribuem à criação de um Grupo de Trabalho neste domínio.

  11. Manifestaram ainda satisfação pela assinatura do Protocolo entre o Governo do Estado da Bahia e a Universidade Federal da Bahia, pelo lado brasileiro, e a empresa Portugal Telecom Inovação S.A., do Grupo Portugal Telecom, pelo lado português, sobre a implantação daquela empresa no Parque Tecnológico de Salvador, projeto que permitirá a colaboração de indústrias de tecnologia de ponta com o mundo universitário, tendo como objetivo a promoção do desenvolvimento tecnológico na região.

  12. Os Chefes de Governo notaram com satisfação o crescimento dos fluxos de tráfego aéreo e diversificação de destinos, que teve lugar entre os dois países desde a última Cúpula bilateral, destacando a importância da cooperação existente entre a TAP e a TAM.

  13. No setor das comunicações, os Chefes de Governo constataram a sólida cooperação entre os CTT - Correios de Portugal e a ECT - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, salientando a importância da dinamização do correio empresarial e dos Acordos celebrados entre as duas empresas nos domínios das remessas financeiras, da melhoria da qualidade do serviço e do desenvolvimento de sistemas de rastreamento dos objetos permutados no Corredor Portugal - Brasil.

  14. Congratularam-se pelo avanço da cooperação bilateral na área de biocombustíveis, em cujo contexto sublinharam os acordos firmados entre a Petrobras e a Galp Energia, relativos à produção de biodiesel no Nordeste brasileiro.

  15. Os governantes saudaram o dinamismo do intercâmbio comercial bilateral desde a VIII Cimeira, tendo notado que as trocas entre os dois países atingiram significativo crescimento, da ordem de 72,1 por cento entre 2005 e 2007, alcançando a cifra recorde de 2,1 bi. de dólares. Manifestaram interesse em promover ações conjuntas de forma a promover um maior equilíbrio da balança comercial.

  16. No plano dos investimentos, constataram, com satisfação, a instalação em Portugal, nos últimos três anos, de empresas brasileiras representativas de setores variados da atividade econômica. Saudaram, em especial, o anunciado investimento da Embraer em Évora, com a instalação prevista de duas unidades industriais, que contribuirão para a consolidação de um núcleo de excelência em tecnologia aeronáutica em Portugal. Manifestaram, ademais, o interesse em ver ampliados os investimentos brasileiros em Portugal, nomeadamente de empresas de pequeno e médio porte.

  17. Ressaltaram o expressivo montante de investimentos portugueses no Brasil, que passou de US$ 4,5 bi. (2000) a US$ 8,6 bi. (2006), em áreas como energia, telecomunicações e turismo, tornando Portugal o sétimo maior investidor no Brasil e o Brasil um dos cinco primeiros destinos de investimento português. Coincidiram, ainda, em que as empresas dos dois países deveriam explorar as oportunidades de parcerias, de forma a ampliarem a sua competitividade em mercados internacionais.

  18. Os dois Mandatários concordaram em que a crise financeira internacional requer especial atenção e oferece oportunidade para mudanças estruturais no sistema financeiro internacional. Observaram que os países emergentes têm papel de grande relevância nas discussões sobre a reforma do sistema financeiro internacional.

  19. Os dois Chefes de Governo reiteraram a importância de reformar as Nações Unidas e o Conselho de Segurança daquela organização, por forma a torná-lo mais representativo, transparente e eficaz. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou seus agradecimentos ao apoio de Portugal ao Brasil para integrar, como membro permanente, um Conselho de Segurança reformado. O Primeiro-Ministro José Sócrates agradeceu o apoio do Brasil à candidatura portuguesa a um lugar de membro não-permanente do Conselho de Segurança para o biénio 2011-2012.

  20. Reafirmaram o mútuo empenho na conclusão com êxito do Ciclo de Doha para o Desenvolvimento e reiteraram a importância que atribuem à retomada das negociações de um acordo de associação entre o Mercosul e a União Europeia.

  21. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva sublinhou o empenho da Presidência portuguesa da União Europeia no estabelecimento da Parceria Estratégica Brasil-União Europeia, lançada na Cúpula de Lisboa, em 4 de julho de 2007. Os dois Chefes de Governo expressaram a sua satisfação com a realização da II Reunião de Cúpula Brasil-UE, no Rio de Janeiro, em 22 de dezembro de 2008.

  22. O Primeiro-Ministro José Sócrates sublinhou a importância da iniciativa brasileira de realizar uma nova Cimeira sobre desenvolvimento sustentável, em 2012, no Rio de Janeiro, como oportunidade para os Chefes de Estado e de Governo refletirem sobre o estágio de implementação de compromissos ambientais assumidos desde a Rio 92 e conferirem impulso político para enfrentar o problema ambiental.

  23. Os dois Mandatários reafirmaram a necessidade de conclusão positiva das negociações do Mapa do Caminho de Bali, por ocasião da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a realizar-se em Copenhague em 2009. Sublinharam a importância de um esforço global no combate à mudança do clima.

  24. O Primeiro-Ministro José Sócrates congratulou o Presidente Lula pela próxima realização, em São Paulo, em novembro próximo, da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis e expressou a importância que atribui ao evento como foro de debate e esclarecimento, com base científica, sobre a sustentabilidade da produção de biocombustíveis.

  25. As partes concordaram também na importância de aprofundar o diálogo bilateral em temas relacionados com a energia, em particular no domínio das energias renováveis. A este propósito, manifestaram o seu empenho em contribuir para a realização, em Lisboa, do Fórum sobre Energias Renováveis, no âmbito da CPLP.

  26. Os dois Chefes de Governo congratularam-se com os auspiciosos resultados da IX Cimeira e expressaram seu compromisso em continuar a trabalhar para a dinamização das relações bilaterais em benefício dos povos brasileiro e português.
Salvador, 28 de outubro de 2008

28 de outubro de 2008

Questão de reis. Vejam a dignidade...

Sobretudo para que conste
junto do Ambasciatore Leonardo Visconti di Modrone,
il Capo del Cerimoniale Diplomatico della Repubblica (Ministero degli Affari Esteri)
de Itália, claro,
desde que ninguém traduza porque a tradução trai a dignidade:

24 de outubro de 2008

21 Conselheiros. Lista publicada

Publicada hoje a lista dos 21 promovidos a conselheiros de embaixada:

      1 — António Carvalho Barroso.
      2 — Cristina Pucarinho.
      3 — João Miguel Neves da Costa.
      4 — Pedro Lourtie.
      5 — Indira Noronha.
      6 — Carlos da Costa Neves.
      7 — Madalena Fischer.
      8 — António Pedro da Vinha Silva.
      9 — Ana Paula de Almeida.
      10 — Cristina Castanheta.
      11 — Rita Patrício Vieira.
      12 — Sara Feronha Martins.
      13 — Maria Virgínia Pina.
      14 — Gilberto Jerónimo.
      15 — Paulo Lopes Lourenço.
      16 — Maria Jorge Pires.
      17 — Jorge Teixeira de Sampayo.
      18 — Luísa Fragoso.
      19 — Nuno Vaultier Mathias.
      20 — Vanda Sequeira.
      21 — Mário Abreu de Almeida

23 de outubro de 2008

Teresa Ribeiro nos Assuntos Europeus

Para que conste


Eis o curriculum oficial de Teresa Ribeiro, hoje designada secretária de estado dos Assuntos Europeus:

  1. Dados pessoais

    Nome: Maria Teresa Gonçalves Ribeiro
    Data de nascimento: 27 de Maio de 1954
  2. Habilitações académicas e profissionais

    1. Licenciatura em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa
    2. Driving Government Performance in Portugal (Harvard University/John F. Kennedy School of Government, 2004)
    3. Estágio na Direcção-Geral da Informação, Comunicação e Cultura (DG X), da Comissão da União Europeia (Bruxelas, 1987)
    4. Curso de adido de imprensa, organizado pela então Direcção-Geral da Informação e pelo Conselho da Europa (1976).

  3. Percurso profissional na Administração Pública

    1. Exerce, desde Junho de 2007, o cargo de directora do Gabinete para os Meios de Comunicação Social
    2. Antes, desde Janeiro de 2000, o cargo de presidente do Instituto da Comunicação Social
    3. Entre 1976 e 1983, é adida de imprensa
    4. Entre 1983 e 1992, exerce funções na então Direcção-Geral da Comunicação Social, repartidas pela imprensa regional, auxílios de Estado, publicidade de Estado e assessoria e assuntos internacionais
    5. Em 1992, assume a coordenação do Sector de Estudos e Relações Internacionais, no Gabinete de Apoio à Imprensa
    6. Em Fevereiro de 1997, é nomeada, em comissão de serviço, directora do Departamento de Assessoria e Assuntos Internacionais, no então recém-criado Instituto da Comunicação Social.

  4. Outra experiência profissional

    1. Membro do conselho consultivo do ICP-ANACOM (desde 2005)
    2. Membro do conselho consultivo da UNESCO
    3. Membro do conselho estratégico da APDC - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (desde 2003)
    4. Membro do conselho consultivo da Escola Superior de Comunicação Social (desde 2003)
    5. Membro do Observatório da Publicidade aos Serviços Financeiros (2002)
    6. Presidente do conselho directivo do OBERCOM - Observatório da Comunicação (1999 a 2002)
    7. Presidente do Comité Director dos Mass Media, do Conselho da Europa (1998 e 1999)
    8. Professora auxiliar do ensino superior da disciplina de Meios de Comunicação Social na Europa, do curso de Estudos Europeus (1993 a 2000)
    9. Membro do Grupo de Reflexão sobre o Futuro da Televisão (1996).

7 de outubro de 2008

Nota do MNE sobre o Kosovo. Nos termos usados

Sobre o Kosovo, além da exposição do ministro Luís Amado à Comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, a seguinte Nota de Imprensa
"
O Governo tem acompanhado de perto a evolução da situação no Kosovo, antes e depois da declaração de independência de 27 de Fevereiro de 2008. Durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, procurou dar um contributo para uma acção responsável e coerente da União Europeia visando a estabilização do Kosovo e de toda a região. Portugal, que neste momento contribui para KFOR com um batalhão, procedeu a uma avaliação metódica da questão, constatando que as autoridades do Kosovo têm respeitado os compromissos assumidos perante a ONU. O Governo entende que a evolução dos acontecimentos no Kosovo é globalmente positiva.

Verifica-se também que 21 Estados-membros da União Europeia e outros tantos da NATO efectuaram já o reconhecimento do Kosovo. Foram ainda acompanhados por Estados que nos são próximos, num total de 47. Estão assim a ser criadas as condições para que o Kosovo se integre plenamente na comunidade internacional.

O Kosovo representa, recorde-se, um caso único, tendo o processo que levou à sua independência sido conduzido pelas Nações Unidas, com envolvimento directo da União Europeia e de outras organizações que Portugal integra. O Relatório do Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Martti Ahtisaari, foi devidamente ponderado nesse quadro.

Portugal reiterou consistentemente o seu apoio às aspirações europeias da Sérvia, e não se tem poupado a esforços para que estas possam ser concretizadas. Dar uma perspectiva europeia à Sérvia é um dos objectivos da nossa política externa, a par do reforço das relações bilaterais com aquele Estado.

Neste contexto, o Governo português decidiu reconhecer hoje a República do Kosovo.

Assim sendo, e na sequência de um amplo e diversificado conjunto de contactos prévios, que incluíram a Assembleia da República e os Partidos Políticos ali representados, foi esta tarde enviada uma carta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros ao seu homólogo do Kosovo onde se comunica que, com efeitos a partir desta data, o Governo Português reconhece formalmente a República do Kosovo como Estado soberano e independente.

30 de maio de 2008

Conselheiros de embaixada. Lista de candidatos

Lista provisória dos secretários de embaixada admitidos ao concurso para acesso à categoria de conselheiros de embaixada, despacho de Fernando Neves (20 de Maio)

Ordem por antiguidade

      1. Paula Vieira Branco
      2. João Pinto Arez
      3. Artur de Magalhães
      4. Francisco Duarte Azevedo
      5. Isabel Craveiro
      6. João Pedro Soares
      7. António Pignatelli Corrêa de Aguiar
      8. Pedro Félix Coelho
      9. Filipa de Araújo Menezes Cordeiro
      10. Jorge Teixeira de Sampayo
      11. Filipa Calheiros Ponces
      12. Jorge Manuel Fernandes
      13. José Manuel Costa Santiago
      14. Rogério Silvestre Lopes
      15. Beatriz da Silva Moreira
      16. Ermelinda da Silva Arede
      17. Maria Jorge da Guerra Pires
      18. João Syder Santiago Terenas
      19. Susana Vaz Patto
      20. Cláudia Mota Pinto
      21. Pedro da Silva Laima
      22. Luísa da Palma Fragoso
      23. António Carvalho Barroso
      24. Mário Abreu de Almeida
      25. Rui Miguel Monteiro
      26. João Pedro Fins do Lago
      27. António Pedro Rodrigues da Silva
      28. Cristina Cerqueira Pucarinho
      29. José Manuel Carneiro Mendes
      30. Pedro Soares de Oliveira
      31. João Miguel Neves da Costa
      32. Ana Paula Almeida
      33. Paulo Jorge Patrício Mendes
      34. Adelino Cunha da Silva
      35. Carlos da Costa Neves
      36. Pedro Lourtie
      37. Indira Noronha
      38. Nuno Vaultier Mathias
      39. Francisco Moura de Meireles
      40. Luís Miguel Leandro da Silva
      41. João Pedro Brito Câmara
      42. Mónica Pereira dos Santos Ferro
      43. João Shearman de Lemos Macedo
      44. Vanda Stelzer Sequeira
      45. Cristina Albuquerque Moreira
      46. Cristina Xavier Castanheta
      47. Madalena Carvalho Fischer
      48. Jorge Alves César das Neves
      49. Rita Laranjinha Patrício Vieira
      50. Sara Feronha Martins
      51. Frederico Baião do Nascimento
      52. Virgínia da Silva Pina
      53. Rita Gonçalves Bingre do Amaral
      54. Paulo Jorge Martins dos Santos
      55. Luís de Noronha Brito Câmara
      56. Paulo Jorge Lopes Lourenço
      57. Maria João Boavida Urbano
      58. Carla Teixeira Grijó
      59. Sónia Melo e Castro
      60. Filomena Bordalo Silva
      61. Florbela Ferreira Cardy
      62. Maria Leonor Esteves
      63. Gilberto de Sousa Jerónimo
      64. Carla Lourenço Saragoça
      65. Domingos Melo e Alvim
      66. Florbela Alhinho Paraíba
      67. José Carlos Arsénio
      68. Fernanda Cadilhe Veiga Coelho
      69. Vasco Queiroz Seruya
      70. Ana Sofia Carvalhosa
      71. Maria Isabel Raimundo
      72. Mónica Magalhães Moutinho
      73. Licínio Bingre do Amaral
      74. José de Castro Ataíde Amaral
      75. Manuela Paula Teixeira Pinto
      76. Fernando Esteves Marcos
      77. Manuel Frederico da Silva
      78. Gonçalo Teles Gomes
      79. Catarina Oliveira Rodrigues

20 de maio de 2008

207 Anos de ocupação de Olivença

Pelo que consta no Arquivo Diplomático, já foi tema grande das Necessidades e nas Necessidades. Como ninguém pode prevenir que volte a ser grande tema nem remediar que assim não seja, publica-se na íntegra o comunicado do Grupo dos Amigos de Olivença, em cujo historial estão figuras gradas de todos os quadrantes.

Em 20 de Maio de 1801 Olivença foi tomada pelo exército espanhol. Desde então, a «NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA» - divisa que lhe foi atribuída em reconhecimento do seu papel na História de Portugal - encontra-se sob domínio do país vizinho, em flagrante violação do Direito Internacional e como exuberante manifestação das suas intenções hegemónicas

Acompanhando a posição político-diplomática e o direito constitucional do Estado português, que não reconhece legitimidade na ocupação de Olivença, esta Associação vem sustentando, há largas dezenas de anos, a portugalidade de Olivença e, consequentemente, que seja resolvido o litígio que opõe os dois Estados peninsulares.

Conhecendo a delicadeza que a Questão de Olivença sempre apresentou no relacionamento peninsular, o Grupo dos Amigos de Olivença entende que a assunção frontal, pública e desinibida do diferendo, colocando-o na agenda diplomática luso-espanhola, constituirá um factor que muito poderá contribuir para aprofundar as relações de boa vizinhança e amizade entre Portugal e Espanha.

Pedindo às Autoridades nacionais que tomem as medidas apropriadas para a defesa da Cultura Portuguesa em Olivença, o Grupo dos Amigos de Olivença exorta os portugueses, detentores da Soberania Nacional, a lembrarem a portugalidade de Olivença, repudiando dois séculos de alheamento e dando satisfação à História, à Cultura, ao Direito e à Moral.

18 de maio de 2008

Lições da diplomacia vaticana

SABEDORIA DE AGENDA Não no próprio dia dos 60 anos de Israel, que daria muito nas vistas, mas dois dias antes que produz o mesmo efeito sem a inconveniência de passar diplomaticamente despercebido, Bento XVI recebeu as cartas credenciais do novo embaixador de Telavive junto da Santa Sé, Mordechay Lewy. O Vaticano calcula meticulosamente a agenda. E o discurso. Nada ao acaso.

    1. Dois coelhos numa só cajadada. Começou Bento XVI por dizer a Mordechay Lewy (foto ao lado) : «A Santa Sé une-se a vós para dar graças ao Senhor para que sejam cumpridas as aspirações do povo judeu em possuir uma casa sobre a terra dos seus ancestrais e espera ter em breve a felicidade de rejubilar quando uma paaz justa resolver finalmente o conflito com os Palestinianos».
    2. Pedal a fundo nas consonâncias: «As cidades santas de Roma e Jerusalém representam uma fonte de fé e de sabedoria de capital importância para a civilização ocidental, pelo que os laços entre Israel e a Santa Sé têm uma ressonância mais profunda que aqueles que derivam formalmente da dimensão jurídica das nossas relações».
    3. A necessária salvaguarda ao de leve: «Os cristãos não são os únicos a sofrer as consequências da insegurança e da violência (...) mas são, em muitos aspectos, particularmente vulneráveis neste momento». Mais: «Estou consciente de que as dificuldades dos cristãos na Terra Santa estão relacionadas com a continuada tensão entre as comunidades judaica e a palestiniana. E depois de «a Santa Sé reconhece o direito legítimo de Israel à segurança e à sua própria defesa, e condena firmemente qualauer forma de antisemitismo», isto: «Peço ao vosso governo que faça todos os esforçoa possíveis para aligeirar as privações de que a comunidade palestiniana sofre, dando-lhes a liberdade necessária para desenvolver as suas actividades legítimas, designadamente o de delocação aos seus lugares de culto para que possam usufruir de de maior paz e segurança».
    4. Por fim o acidental importante: Bento XVI aborda o processo de negociação com Israel sobre questões económicas e fiscas, manifestando desejo que os acordos sobre essas questões «sejam rapidamente integrados no sistema legislativo interno de Israel para assegurar bases duráveis de uma cooperação frutuosa».

15 de maio de 2008

Porque é importante

Antes era o ex-Instituto de Reinserção Social
"
Por ordem superior (em NF não, na folha oficial...) se torna público que a República Portuguesa, por notificação ao Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino dos Países Baixos, a 28 de Fevereiro de 2008, modificou a sua autoridade central para a Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças, adoptada na Haia, a 25 de Outubro de 1980, nos termos do artigo 45.º da mesma. A autoridade passa a ser a seguinte:
      Direcção-Geral de Reinserção Social,
      Ministério da Justiça,
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A República Portuguesa é Parte na Convenção, a qual foi aprovada para ratificação pelo Decreto n.º 33/83, 11 de Maio, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 108, de 11 de Maio de 1983. O instrumento de ratificação foi depositado em 29 de Setembro de 1983, tendo a Convenção entrado em vigor para a República Portuguesa em 1 de Dezembro de 1983, conforme aviso publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 254, de 4 de Novembro de 1983.

Objecção portuguesa. Egipto em causa

Vai para três anos (31 de Agosto de 2005), Portugal efectuou junto do secretário-geral das Nações Unidas, uma objecção à declaração formulada pela República Árabe do Egipto no momento da adesão deste país à Convenção Internacional para a Eliminação do Financiamento do Terrorismo. Levou o aviso disso, três anos a chegar à folha oficial.

Objecção igual à de outros


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O Governo de Portugal considera que a declaração formulada pelo Governo da República Árabe do Egipto é, na realidade, uma reserva que procura limitar o âmbito de aplicação da Convenção numa base unilateral sendo, por conseguinte, contrária ao seu objecto e ao seu fim, que é a eliminação do financiamento de actos terroristas, independentemente do local onde são praticados ou de quem os pratica. A declaração é, além disso, contrária aos termos do artigo 6.º da Convenção, segundo o qual os Estados Contratantes comprometem -se a «adoptar as medidas necessárias, incluindo, se apropriado, legislação interna, com vista a garantir que os actos criminosos previstos na presente Convenção não possam, em nenhuma circunstância, ser justificados por considerações de ordem política, filosófica, ideológica, racial, étnica, religiosa ou de natureza similar».

O Governo de Portugal relembra que, em conformidade com a alínea c) do artigo 19.º da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, não são admitidas reservas incompatíveis com o objecto e o fim da Convenção. O Governo de Portugal apresenta, portanto, a sua objecção à reserva acima mencionada, formulada pela República Árabe do Egipto à Convenção Internacional para a Eliminação do Financiamento do Terrorismo. Contudo, a presente objecção não prejudica a entrada em vigor da Convenção entre Portugal e a República Árabe do Egipto.